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23 de ago. de 2013

Uma dose de drama, por favor.


Faz meses que não pego minha caneta e um papel para escrever e eu já nem sei mais como faz isso. Não sei mais sobre o que escrever, não quero fazer drama nem falar sobre antigos amores. É só que deu saudade. Da escrita, do sentimento e até do tempo. Mas pensando bem, nem foi tanta assim, foi só um pouquinho mas já foi muito. 

Faz quase um ano que eu não tenho com quem conversar e então converso comigo mesma, não tem ninguém que ouça meus dramas sem me mandar parar de ser dramática porque eu tenho tudo. Ou quase tudo. 

Quase é uma palavra tão chata. Eu quase comprei um sapato, mas quando voltei na mesma loja já não tinha mais meu número. Eu quase passei no vestibular, fiquei na posição 37 então foi quase. Eu quase convenci o meu pai mandar fazer um armário novo pra mim, no meu quase não cabe mais minhas roupas. 

Quase é uma palavra extremamente chata. E aí está outra, extremamente. Não aguento mais, desde o comecinho do mês eu uso essa palavra pra tudo. Até parece que não conheço outra. Hoje eu acordei com uma dor extremamente horrível na cabeça. Parecia que ia explodir e eu acho até que deveria. 

Mas voltando ao papo da saudade. Às vezes dói quando eu penso naquele diário que eu anotava todas as conversas com aquele idiota do meu melhor amigo. Opa, ex. Ex porque faz tanto tempo que eu não ouço e nem leio uma palavra dele que eu resolvi apagar. 

Mas não apaga. Não apaga também aquela época idiota, mais conhecida como 2011. Aquela época que eu conheci tanta gente legal mas que com o tempo deixou de ser tão legal assim. 

Eu acho que o problema é comigo. Só pode ser comigo e com essa mania que eu tenho de afastar as pessoas ou de me afastar delas. Mas não faz mal. Já passou. 

Passou a saudade, passou a vontade de escrever e passou a implicância com o quase e com o extremamente. 

Passou. Foram embora. 

Só espero que não voltem amanhã.

20 de fev. de 2013

Esperança que não morre. Mas que deveria.

Andara sem rumo pelas ruas da cidade, à beira da colisão. Fitara os olhos na lua e nas estrelas, pedindo para que ele estivesse bem. Foi assim que aquele sorriso tão aprazível se perdeu em meio as lágrimas. Os sonhos e projetos para o futuro ficaram presos ao passado. Um alegre passado, diga-se de passagem. 

Tentara encontrar em outras pessoas aquele olhar bobo que só ele tinha. Sem saber que palavras usar, ela dissera: “É apenas saudade”. Mas todos nós sabíamos que não. Era mais que saudade. Muito mais. 

Sentada num banco em uma praça, estava desmoronando, mas continuaria sobrevivendo. Estava tudo confuso e ela apenas tinha certeza de uma coisa: precisava dele. Olhando para uma fotografia, percebera a maneira como ele sorria, tão deleitável. Ela sempre ficara em pedaços quando estava sozinha, ela nunca se sentia bem quando ele ia embora. Ela não se sentia forte o bastante para aguentar toda aquela situação. E mesmo assim, não desistia. 

Sentira o cheiro do perfume dele em suas roupas. Sentira o gosto dos beijos dele em seus lábios. Sentira o coração bater mais forte ao pensar nele. Aquele mesmo coração que ele deixara sangrando, doendo. Não era drama. Era só que ela achava que não deveria estar doendo tanto assim. Mas estava. E nada que ela fizesse acabaria com aquela dor. Não, ele não voltaria. Todos sabiam disso, menos ela. 

Ela chorava, gritava, implorava pela presença dele. Observava as pessoas em sua volta, procurando encontrar em alguma delas o seu sorriso, o seu olhar. Procurando encontrá-lo. Via casais e começara a relembrar todos aqueles momentos que passaram juntos. Eram tantas lembranças, era tanta dor. Siga em frente menina, você ficará bem — ouvia uma voz dizendo. A voz do seu coração. 

E foi assim que ela seguiu em frente com uma pequena esperança de encontrá-lo em uma esquina qualquer.


30 de jan. de 2013

Pois é, Zé.

Acontece que percebi a falta que ele me faz, Zé. A presença dele não pode ser suprida por qualquer pessoa. O sorriso dele encantador, tão meu, me faz tanta falta. Eu ainda não consigo acreditar que o deixei partir. Eu o perdi, Zé. E isso está me matando. É insuportável ver que ele não me quer mais por perto. Eu não significo mais nada. Nem minha falta ele deve sentir. Nem meu nome deve passar na mente dele. Eu gostaria que ele sentisse falta, Zé. Dos momentos, das conversas, dos sorrisos. De mim. Eu queria que ele percebesse que eu sou importante demais para ele ir embora assim, me deixando aqui. Seria tão bom se ele voltasse. Tão bom… Mas ele não volta, Zé. Passa dia, passa noite e ele não volta. Eu fico aqui, toda quieta, toda chorosa. Até a esperança eu estou perdendo. Meu sorrisos se foram também. E agora as lágrimas tomam o lugar deles, me deixando com olhos de ressaca. Não sei, mas… Eu não me canso disso. De chorar, de relembrar, de sentir dor. Talvez porque, é a única forma de ter um pouquinho dele perto de mim. É meio masoquista isso, eu sei. Sabe, seu Zé, eu me apego demais, sinto demais, e no final, me machuco demais. Mas eu não me importo. Vou lá, quebro a cara e depois me recupero. E dai, quebro a cara de novo, me recupero de novo e assim vai. Não sei, mas eu acho que essa coisa de viver ao lado de alguém até o fim da vida não é pra mim. Eu afasto as pessoas. As pessoas mais importantes vão embora. Eu não deixo ninguém se aproximar o suficiente para me entender. Eu sou distante demais, Zé. E não é só isso não. Acontece que hoje eu percebi também, que a solidão não me deixará tão cedo. Será que tu me entende, Zé? Eu sou toda errada. Eu sempre fodo com tudo e no final, quem se machuca sou eu.

26 de jan. de 2013

Falta.

És tão ruim te sentir mais longe do que já estás. Fico triste somente de pensar que poderia ter acontecido tudo completamente diferente. Sinto falta do cheiro do cigarro impregnado em minhas roupas. Sinto falta do cheiro do seu perfume pelo quarto. Sinto falta de vê-lo chegar segurando o seu skate. Sinto falta de tudo que envolve-te. Tu me roubastes de mim mesma, anjo. Foram tantas tentativas. Tentativas vãs de desistir. Tentativas vãs de libertar-me de ti. Eu lutei enquanto podia. Lutei contra todo esse sentimento. Mas essa luta fora em vão. E bem que eu tento. Tento afastar-me, deixar-te de lado… Mas nada adianta. És mais forte do que eu. És mais forte do que tudo. Confesso que não compreendo. Me importo tanto mesmo sabendo que tu, por um lado, não mereces. Não consigo entender o porque da insistência ao pensar em ti. Sabes, nunca uma palavra feriu-me tão profundamente como o seu adeus feriu. Doeu. E como doeu. A angústia tomava conta de mim todos os dias. Lembra de quando me ligastes? Eu pensei que aquele sofrimento tivesse chegado ao fim, mas não. Temo não libertar-me e reerguer-me sem ti. Tenho medo de mim, de ti, de tudo. Medo do silêncio, das vozes. O silêncio da noite me atormentara em dores. Eu sinto frio misturado com a dor da sua ausência que cala-me, queima-me e corrói-me. Meus olhos — cansados e inchados de chorar — ardem e procuram-te em todos os lugares em que vou. E não encontro. Nada, ninguém. Ninguém que possa fazer-me sorrir tanto como tu. Amo-te e não nego. Almejo-te e espero-te. Espero-te em silêncio, calada. Espero-te com teus cigarros aqui em meu lado. Espero-te vestindo tua blusa de moletom que esqueceras aqui quando se fora. Espero-te amando-te cada vez mais. Desejo vestir-me de suas carícias, de seus beijos. Desejo aconchegar-me em seu braços e assim, sentir-me segura. Sentir-me segura de mim, de ti, de nós. De tudo. Da vida, do meu mundo. Esses dias acordei, olhei para o lado procurando-te, mas tu não encontrava-se lá. Doeu no fundo de minh’alma. Tristeza que não vai-se embora nunca. Tristeza que queima. Que arde. Minhas cicatrizes continuam aqui, do mesmo jeito. Da mesma maneira desde que tu se fora. Ajuda-me, anjo? Ajuda-me a acabar com todas essas dores? Ajuda-me a acabar com essas cicatrizes? Eu prometo, ajudo-te também. Tiro toda essa sua dor, essa tristeza que vem lhe matando. Mas, meu amor. Diga-me que voltarás. Diga-me que ama-me ainda. Faça essa tristeza, esse tormento ir embora de nossas vidas. Volta para mim, anjo. Volta para nossa casa. Para nossa vida. Eu prometo-te que serás tudo diferente. Mas volta, faz todo esse sofrimento ir embora. Não deixe-me só, por favor. Meu amor… Eu sinto sua falta. És tão ruim te sentir mais longe do que já estás…

25 de jan. de 2013

Espera sem fim.

Faz um certo tempo que não lhe escrevo, eu sei. Afinal, foi o que eu havia prometido, não é? Prometi que não lhe escreveria mais. Prometi para mim mesma. Sei, essa é mais uma promessa que estou quebrando. Sei bem quantas coisas lhe prometi. E lembro-me bem que, não as cumpri. Mas sabe, amor, eu estou precisando contar-lhe tantas coisas… Vou começar pelo clichê de sempre. Eu sinto sua falta. E todos já sabem disso. O celular está aqui ao meu lado. A nossa música está tocando no rádio. Eu sinto vontade de ligar para ti, todos os dias, mas não. Estou esperando uma ligação sua, com a esperança de que tu estejas ouvindo a nossa música no rádio. Mas, se queres saber, espero mais que apenas uma ligação. Espero-te. Espero-te aqui. Espero-te vestindo aquela roupa que tu dizias que amava, lembra? Espero-te com a sua comida favorita em cima da mesa. Espero-te parada, observando a porta, com a esperança de que tu a abra e entre com aquela alegria contagiante e, com o seu sorriso tão agradável. Espero-te mesmo sabendo que não devo. Espero-te sabendo que não voltarás. Eu não posso vê-lo agora. Não posso tocá-lo, não posso sentí-lo perto de mim. E isso vem machucando-me, corroendo-me. Está acabando comigo em todos os sentidos. Eu estou desesperada. Preciso ouvir a sua voz dizendo que ainda me ama. Preciso ouví-lo dizendo que ainda existe nós. Está ficando cada vez mais difícil de seguir em frente, de esquecer o passado tão belo que tivemos. Está doendo no fundo de minh’alma essa ausência sua sem um futuro preenchimento. Os dias tornaram-se mais longos. O meu relógio parou de contar as horas. As semanas não passam. Os meses parecem serem inacabáveis. Mas eles acabam e começa outro mês. E eu ainda não esqueci. E assim vai, ficando mais difícil e doloroso. Eu sinto falta de tudo que passamos.E sinto mais falta dos momentos que não vivemos, mas poderíamos viver. Eu te amo e isso está me matando. Está acabando comigo aos poucos. Está acabando comigo da pior forma que poderia acontecer. Devagar. Machucando. Fazendo doer lá no fundo. Fazendo doer aonde nunca havia tido uma dor sequer. No coração. No meu coração, que antes era intacto e hoje, está dilacerado. Está doendo no meu coração estúpido. E vai chegar um momento que ele precisará de reabilitação. Chegará o momento que ele encontrará algo que o faça voltar a ser intacto. Mas enquanto esse momento não chega eu continuo a esperar. Continuo esperando os dias passarem.Continuo com o celular ao lado, esperando a sua ligação. Continuo sobrevivendo, até onde eu aguentar. E mesmo que eu não aguente mais, eu sei, tu sabes, nós sabemos que eu ainda vou continuar a te amar.

17 de dez. de 2012

As horas passam, mas a vontade de te ter fica.

É estranho o modo como eu encaro o relógio e percebo que as horas passam mais lentamente. Os dias vão se arrastando e cada minuto que fico parada observando os ponteiros, parecem uma eternidade. Mesmo sabendo o quão tolo e errado é, eu continuo depositando esperanças numa história que não acontecerá. Mas, não desisto.
Meus pensamentos insistem em procurar-te e eu, cansada, não impeço. Não quero acostumar-me com a tua ausência, não quero ter que mandar-te para longe e não quero seguir em frente. Por mais que pareça loucura, — e eu não me importo que seja — a dor é a única lembrança sua. Foi a única coisa que sobrou e que me faz perceber que tudo não foi apenas um sonho e isso machuca. Eu não quero te deixar no passado, eu te quero comigo, no presente.
Não quero ouvir sua voz e não sentir meu coração saltitar. Não quero ver o seu sorriso e não ficar triste por não ser o motivo dele. Por mais que seja preciso, por mais que me machuque profundamente, eu não quero. Eu não posso, eu não consigo. E não, eu não acredito que fui tão tola a ponto de te deixar partir assim, sem mais nem menos.
Eu te perdi pra uma garota qualquer que você conheceu cinco minutos depois da nossa briga. Enquanto eu chorava, você ficava conversando com ela, já me deixando de lado, me esquecendo. Praticamente agindo como se eu não existisse. E eu lá, tentando ser forte, tentando engolir o orgulho para poder, finalmente, correr atrás de você. Em vão, porque enquanto eu fazia isso, você simplesmente não se importava. E quando me via na rua, virava o rosto, atravessava a rua ou fingia que estava falando com alguém no celular. E eu abaixava a cabeça e continuava andando. E depois olhava pra trás te vendo caminhar e cada vez ficar mais distante, cada vez mais longe. Até que você virava a esquina e eu suspirava e me arrependia de não ter parado você e ter te segurado pertinho de mim, nem que fosse por apenas um minuto.
Eu me arrependia e deixava as lágrimas contornarem o meu rosto e continuava andando, como se nada tivesse acontecido. Quando chegava em casa, eu escrevia tudo isso num caderninho velho, que estava lá e eu não queria jogar fora. Escrevia tudo nos mínimos detalhes, apenas para que quando eu sentisse sua falta, eu o lesse e lembrasse de tudo aquilo, e chorasse até não poder mais. Mas disso eu não me arrependo. Eu sonhava com o dia que eu olhasse para todas aquelas folhas e risse. Eu riria por ser tão tola, por ter chorado tanto assim. E depois, quando eu fosse dormir, no fundo eu sabia que isso era pura mentira. No fundo nós sabemos que eu nunca deixaria você ir embora por completo. Um pouquinho da dor, de todo aquele amor, e todas aquelas lembranças ficariam comigo por um longo tempo ainda. E tudo isso porque eu não quero ficar sem nenhum pedacinho seu por perto.

(Alessandra Delgobo)

Mas não vá embora, amor...

Procurei-te por tempo demais, eu acho. Cometi erros demais e nunca soube como concertá-los. Eu não sei o que houve. Quando menos esperei, tu apareceste por trás das árvores, virando a esquina. Lembro-me de ter te visto de longe. Observei-te andar sem pressa, como se não tivesse o que fazer e quisesse apenas passar o tempo. Vi suas caras e bocas, seus sorrisos — ora irônico, ora preocupado, ora alegre. Vi seus olhares — ora preguiçoso, ora despreocupado, ora cansado. Vi suas bochechas corarem me chamando até ti. Vi tu olhar-me e sorrir em seguida. Me encantei com o seu jeito desajeitado e desencanado. Me encantei contigo. Confesso que gostei desse jeito alegre, sem preocupação. Gosto de pessoas que sorriem sem motivos. Tu falaste coisas sem sentido e confesso que gosto disso, também. Palavras doces, engraçadas e sem noção. Tu disseste que és errado e eu tenho algo que atrai coisas erradas. Tudo bem, eu não me importo. Eu até que gosto do seu jeito todo errado — contanto que não me faça chorar. Tudo bem, tudo bem. Eu te entendo e te digo vem. Me acolhe em seus braços, me abraça bem apertado. Vem, menino, vem. Larga disso e me acompanha nessa estrada que a nossa hora tá guardada. Me deixa bagunçar teu cabelo, me deixa vestir tua camisa. Eu quero que tu fiques, menino. Não vá embora. Não agora, não assim.

(Alessandra Delgobo)

15 de dez. de 2012

Papo de Amiga: Mudanças que fazem bem!

Vocês já devem ter reparado que eu falo muito sobre mudanças, de todos os tipos, de roupa, cabelo, estilo... Tudo mesmo. Mas hoje eu vim falar sobre uma muito mais importante: mudanças na alimentação!
Por que ela é mais importante? Porque alimentação tem tudo haver com saúde e bem estar. Não entenderam? Quando você faz certas trocas, teu corpo fica muito melhor, tua pele mais saudável e, se você está um pouco acima do peso, ajuda muito também. 

Desde de janeiro desse ano eu parei de tomar refrigerante e muuuita gente falou que eu era a pessoa mais idiota do mundo por isso. Eu não acho, e quer saber? Não tô nem aí pra quem acha. Eu me senti bem em trocar o refrigerante por chás, suco natural e água. 
Já comentei várias vezes que eu sempre tive neura com o meu corpo, até tive começo de anemia por isso. Sempre achei lindo ter corpo de modelo, sabe? Mas eu sabia que eu nunca iria conseguir ficar com um corpo magro daqueles, até porque eu tenho 1,62 de altura e acabaria ficando doente. Mas com isso eu percebi que eu podia sim, se eu quisesse, ter uma alimentação melhor e um corpo mais saudável.

Comecei a fazer academia em março, mas por um problema eu tive que parar em maio e os três quilos que eu tinha perdido voltaram. Mas eu não voltei a tomar refrigerante e continuei comendo alimentos integrais, mas por causa da genética eu ganho peso muito rápido, então não consegui me manter sem os exercícios. 
Outra troca foi a que eu acabei de falar, alimentos normais (?) pelos com grãos integrais. As fibras geram saciedade, pois absorvem água e formam um gel, que permanece mais tempo no estômago, auxiliando no emagrecimento. Refeições ricas em fibras exigem uma melhor mastigação, o que torna a digestão mais fácil, com nutrientes mais bem aproveitados.

Nunca consegui seguir uma dieta rigorosa pois acabava passando vontade de comer algumas coisas e desistia rápido da dieta. Quando vou ao shopping, comecei a trocar o hambúrguer por um sanduíche light e natural com pão integral e muitas verduras. 
A pizza que eu comia quase todo sábado não tenho comido mais faz tempo. Meu pai até comprou um grill para comermos uma carne mais saudável. Deixei bolos e doces de lado  para comer frutas. Também tenho me alimentado a cada três horas, então sempre mantenho uma barrinha de cereal na bolsa para caso eu tenha fome não escorregar e comer besteiras.
Voltei para a academia em novembro. Passei a fazer exercícios todos os dias assim que acordo. Tomo um bom café da manhã e vou pra academia a pé. Intercalo exercícios aeróbicos com musculação e abdominais. Assim, emagreço mas sem ficar com a pele "caída". 

Já senti diferença nas minhas medidas, pois antes sofria pra entrar nas minhas calças jeans (quase nem as usava mais) e agora elas estão servindo melhor. Claro que eu quero emagrecer mais um pouco, minha meta é de chegar aos 53 quilos com 1,62 de altura (haja fôlego, paciência e determinação!). 
Se vocês querem emagrecer ou ter uma alimentação saudável, é bom começar pelas trocas, uma reeducação alimentar e fazer exercícios de 3 a 5 vezes por semana. Mas vale a pena lembrar, nada de dietas malucas, ein? Além de ser perigoso, muitas vezes ela pode não fazer efeito. 
Caso ainda tenha dúvidas, é bom procurar um nutricionista e pedir algumas dicas e até mesmo um cardápio feito para você, com base no seu corpo, na sua meta e no que você gosta.

Demi Lovato disse uma vez: "Love is lauder than the pressure to be perfect" (O amor é mais alto do que a pressão para ser perfeita). 
Então, antes de qualquer coisa pense se você está fazendo isso por você ou por causa do que os outros dizem. 

O amor que vocês tem que ter por si mesma é maior que tudo, tá?

Se cuidem e fiquem com Deus.
Qualquer coisa, se quiserem falem comigo viu?
Beijos, Ale.

1 de nov. de 2012

Tempo é tudo!


Engraçado. A gente pensa que tudo está indo como deve, tudo bem e normal até que vem algo que desmorona e acaba com toda aquela sensação de que estamos fazendo alguma coisa certa pela primeira vez.

Foi numa segunda-feira de manhã que eu percebi que a vida é assim. Uma hora a gente está com tudo em cima, com tudo acontecendo muito bem. Segundos depois a gente está no fundo do poço.

Percebi isso quando esperava o ônibus tranquilamente e de repente, começou a chover. O máximo que eu consegui foi entrar num táxi totalmente encharcada e chegar ao meu compromisso atrasada e molhada e com os cabelos enrolados, igual quando minha mãe me colocou no mundo.

Nessas horas você começa a pensar o que mais poderia dar errado e o destino faz questão de te mostrar na mesma hora. Tudo bem, confesso que acho que antes de eu vir ao mundo, entrei na fila do sofrimento uma dez vezes e na da felicidade umas duas, não é possível.

E sem mais nem menos, aquele seu ex-atual-eterno amor resolve te ligar pra mais uma daquelas boas discussões que vocês adoram e começam a gritar no telefone e você chora e ele bufa e você é irônica e ele é sarcástico e você manda ele pro inferno e tudo acaba assim. Até quando um resolver ligar pro outro e pedir desculpas pela retardadice que os dois cometeram.

Mas até lá você se estressa, desconta no barulho do aspirador que a vizinha do apartamento ao lado está usando, desconta no miau que o gato está fazendo na rua, desconta na ambulância que está passando e tem vontade de estrangular a primeira pessoa que passa na sua frente.

Engraçado é o tanto de bobeira que a gente pensa quando as coisas começam a dar errado. A gente coloca a culpa na chuva, no sol, no trânsito, no destino, no amor e até no seu cachorro que quando você chegou em casa, viu que ele destruiu um vaso de flores que você ganhou da sua avó.

A gente fala que é culpa de meio mundo e a gente não percebe, simplesmente, que aquele só não era o seu dia. Mas é normal, sempre querer botar a culpa em algo. É normal ter dias que a gente não devia nem ter levantado da cama.  Faz parte, sabe? Todo mundo tem um dia desses. Em compensação, na outra semana, tudo volta do jeitinho que devia ser. E isso tudo que aconteceu? Foi só um dia que não era seu.

Não adianta chorar, não adianta praguejar nem gritar nem espernear. Não adianta brigar com a vizinha ou jogar um chinelo no gato pra ele parar de miar. Se aquele não é seu dia, tudo vai continuar a mesma merda até que você vai dormir. E quando acordar no outro dia, tudo vai estar melhor. Isso se chama tempo. Mas por precaução, não esquece de levantar com o pé direito...

(Alessandra Delgobo)